sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Maratona de Bancas 2012


A proposta é de tirar o fôlego. Uma maratona de livros de banca.
Um romance por mês, cada um com um tema diferente.
Começando em março e indo até fevereiro de 2013.








Essa é a 1° vez que sinto vontade de participar.

Minha lista é a seguinte...

Março - MOCINHO OU VILÃO, EIS A QUESTÃO!

Aílton sabia que a ausência de Tereza partiria seu coração, principalmente depois daqueles meses todos juntos.
Tereza era uma jornalista recém-formada e iniciando-se na carreira
.
Tinha muita garra e vontade de vencer.
Ao longo daqueles meses, Aílton acompanhara a crescente evolução da garota e, consequentemente, seu sucesso.
A afeição entre eles cresceu, transformando-se num sentimento mais duradouro e sólido.
Tereza recusou a proposta de casamento, mas aceitou que vivessem juntos.
No começo, as viagens delaeram raras.
À medida que progredia em seu trabalho, elas foram se tornando mais frequentes, mas não passavam mais do que uma semana longe um do outro.
Só que Tereza foi escolhida para um estágio de aperfeiçoamento num dos maiores jornais do Brasil.
Durante um mês estariam separados.
Haviam estabelecido, desde o início, um tipo de relacionamento franco, aberto, sincero.
Nada de promessas.
O futuro não contava.
Deveriam viver apenas o presente.
E o presente era uma ameaça de solidão que assustava Aílton.
Então ele seguiu os conselhos da própria Tereza e arriscou-se, usando sua liberdade para amar.
Conheceu Pepê, uma exuberante atriz, e Joana, uma jovem solitária e perdida na cidade grande.
Cedo ou tarde ele teria que escolher entre essas três mulheres.
Era o preço pela sua liberdade para amar.

Ps: Optei por um livro pouco conhecido, uma escritora brasileira e em breve posto o restante da minha lista! ^^


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Émile Durkheim

Para o sociólogo francês, a principal função do professor é formar cidadãos capazes de contribuir para a harmonia social.

A idéia fundamental de Durkheim é que indivíduos que participam dos mesmos grupos e da mesma sociedade compartilham valores, crenças e normas coletivas que os mantém integrados.Uma sociedade somente pode funciona se tais valores, crenças e normas constrangem as atitudes e os comportamentos individuais provocando uma solidariedade básica, que orienta as ações dos indivíduos. Ele sabia da existência de fenômenos tais como conflitos sociais, crises, marginalidade, criminalidade, suícidio, etc em todas as sociedades. Nem tudo nas sociedades é integração, consenso e harmonia. Mas, para ele, essas formas de "desvios" sociais não eram consequências da perversão ou de aberrações dos indivíduos: eram, sim, consequência da própria estrutura social que,  enfraquecida, produzia um estado de anomia, isto é, um estado de enfraquecimento ou ausência de leis e normas.
A sociologia estrutural de Durkheim difere completamente da de Marx. Enquanto Marx insiste nos conflitos e na luta entre as classes, colocando as relações de poder e a força como centrais a explicação da sociedade, o sociólogo francês vê a sociedade como integrada, formando um todo coeso e mantido por regras de convivência. Em nossa sociedade hoje em dia, assim como antigamente continua com conflitos, desigualdades e as diferenças sempre vão existir...
A concepção durkheimiana é oposta ao idealismo. "A construção do ser social, feita boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e príncipios, sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamentos - que baliza a conduta de um indivíduo num grupo."

 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Qual a diferença entre Patrística e Escolástica?


Resumidamente poderia entender que:
Patrística é o nome dado à filosofia cristã dos primeiros séculos, elaborada pelos padres da Igreja e pelos escritores escolásticos, consiste na elaboração doutrinal das verdades de fé do Cristianismo e na sua defesa contra os ataques dos "pagãos" e contra as heresias.

A divisão da Patrística se dá em:

Patrística grega  – Ligada a Igreja de Bizâncio;
Patrística Latina – Ligada a Igreja de Roma;
    
Seus nomes mais importantes foram: Justino, Tertuliano, Atenágoras, Orígenes, Clemente, Eusébio, Santo Ambrósio, São Gregório Nazianzo, São João Crisóstomo, Isidoro de Sevilha, Santo Agostinho, Beda e Boécio.

Escolástica (ou Escolasticismo) é uma linha dentro da filosofia medieval, de acentos notadamente cristãos, surgida da necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade.

Em suma, a filosofia patrística vai do séc.I ao séc.VII, com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João e pelos primeiros padres da igreja para conciliar a nova religião – o cristianismo – com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, pois somente com tal conciliação seria possível convencer os pagãos da nova verdade e convertê-los a ela. A filosofia patrística liga-se, portanto, à tarefa religiosa da evangelização e à defesa da religião cristã contra os ataques teóricos e morais que recebia dos antigos.

Bem, por ora é só, tenho muita coisa pra ler...
Bjs! ^^

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Atitude Filosófica


Se voltarmos ao filme Matrix, podemos perguntar porque foi feito o paralelo entre Neo e Sócrates. Os dois personagens principais possuem nomes gregos.
Neo significa "novo" ou "renovado" e, quando dito de alguém, significa "jovem na força e no ardor da juventude".
Morfeu pertence à mitologia grega: Era o nome de um espírito, filho do Sono e da Noite, que possuia asas e era capaz, num único  instante, de voar em absoluto silêncio para as extremidades do mundo. Esvoaçando sobre um ser humano ou pousando levemente sobre a sua cabeça, tocando-o como uma papoula vermelha, tinha o poder não só de fazê-lo adormecer e sonhar mas também aparecer-lhe no sonho, tomando uma forma humana. Se vc comparar, é dessa forma que no filme, Morfeu se comunica pela primeira vez com Neo.

A matrix por sua tradução significa "mãe". No filme a matrix é ao mesmo tempo, um útero universal onde estão todos os seres humanos cuja vida real é "uterina" e cuja vida imaginária é forjada. O poder da Matrix se baseia no controle da inteligência humana para a dominação do mundo, criando uma realidade virtual ou falsa realidade na qual todos acreditam. A Matrix é o feitiço virado contra o feiticeiro: criada pela inteligência humana, a Matrix é inteligência artificial que destrói a inteligência que a criou porque só subsiste sugando o sistema nervoso central dos humanos.

Por que as personagens do filme afirmam que Neo é o escolhido?
Porque ele é um pirata eletrônico, isto é, alguém capaz de invadir sistemas, decifrar códigos, mensagens, mas sobretudo, porque ele também era um criador de programas de realidade virtual, um perito capaz de rivalizar com a próproa Matrix

Por que Sócrates é considerado  o "patrono da Filosofia"?
Porque jamais se contentou com os preceitos da sua sociedade, com as crenças inquestionadas de seus conterrâneos. Ele costumava dizer que era impelido por um espírito interior (como Morfeu instigando Neo) que o levava a desconfiar das aparências e procurar a realidade verdadeira de todas as coisas.
Sócrates era filho de uma parteira. Ele dizia que sua mãe ajudava o nascimento dos corpos e que ele também era um parteiro, mas não de corpos e sim de almas.
Assim como sua mãe lidava com a "matrix corporal", ele lidava com a "matrix mental", auxiliando as mentes a libertar-se das aparências.

Em nossa vida cotidiana, afirmamos, negamos, desejamos, aceitamos, recusamos coisas, pessoas, situações. Avaliamos coisas e pessoas.
Quando dizemos que uma casa é mais bonita do que a outra, acreditamos que as coisas, as pessoas, as situações podem ser comparados, avaliados, julgados por qualidades (bonito, feio, ruim, bom, jovem, velho, engraçado, triste, limpo, sujo)  ou quantidades (muito, pouco, mais, menos, maior, menor, pequeno, grande, largo, estreito, comprido, curto)
Para vivermos com êxito, devemos buscar  uma atitude filosófica mais viável.
Tipo, ao tomar distância, estaria interrogando a si mesmo, desejando conhecer porque cremos no que cremos, porque sentimos o que sentimos e o que são as crenças e os nossos sentimentos?
Se passarmos a ter essa postura, esse novo olhar, estaremos a cumprir o que dizia o Oráculo Delfos: "Conhece-te a ti mesmo". E estaria começando a adotar o que chamamos de atitude filosófica.

Sobre Filosofia

Olá miguxos, tem um tempinho que não passo por aqui... Aconteceram algumas coisinhas por esses dias e acabei ficando sem tempo de vir... Bem, em 1°lugar, tive que fazer uma cirurgia para a extração de um ciso incluso, aff! Ninguém merece msm!!! Depois foi o niver da minha gatona, então, nem tive cabeça pra pensar em postar... Agora, esse momento é meio punk, porque se aproxima a AV1 e eu já deveria ter marcado todas as minhas provas na faculdade, mas sabe quando vc se sente super insegura? Então só consegui marcar 1 matéria, aff! Só marquei prova sobre Fundamentos das Ciências Sociais... Acho que hoje vou marcar Filosofia da Educação, vamos ver....

O título do post é: Sobre Filosofia

Vou começar falando de um filme que me foi indicado em aula para assistir, Matrix.
No primeiro filme da série, tem uma cena em que o herói Neo é levado pelo guia Morfeu para ouvir o oráculo.
Num primeiro momento devemos entender o que é um oráculo...

A palavra oráculo possui dois significados principais que aparecem nas expressões "consultar um oráculo" e "receber um oráculo". Entre os gregos antigos, essa pessoa especial (oráculo) costumava ser uma mulher e era chamada de sibila.
Em Matrix, aparece a sibila, uma mulher que recebeu o oráculo (isto é, a mensagem) e que é também o oráculo (ou seja, transmissora da mensagem). Essa mulher pergunta ao Neo se ele leu o que estava escrito sobre a porta de entrada da casa em que acabou de entrar. Ele diz que não. Então ela lê para ele as palavras, explicando-lhe que são de uma língua há muito desaparecida, o latim.
Nosce te ipsum. "Conhece-te a ti mesmo".
Poucas pessoas que viram esse filme compreenderam exatamente o significado dessa cena, pois ela é a representação, no futuro, de um acontecimento do passado, ocorrido há 23 séculos, na Grécia.
Havia, na Grécia antiga, na cidade de Delfos, um santuário dedicado ao deus Apolo, deus da luz, da razão e do conhecimento verdadeiro, o patrono da sabedoria. Sobre o portal de entrada desse santuário estava escrita a grande mensagem do deus ou principal oráculo de Apolo: "Conhece-te a ti mesmo". Um ateniense, chamado Sócrates, foi ao santuário consultar o oráculo, pois em Atenas, onde morava, muitos diziam que ele era um sábio e ele desejava saber o que significava ser um sábio e se ele poderia ser um sábio. O oráculo, que era uma mulher, perguntou-lhe: "O que você sabe?" Ele respondeu: "Só sei que nada sei". Ao que o oráculo disse: "Sócrates é o mais sábio de todos os homens, pois é o único que sabe que não sabe". Sócrates, como todos sabem é o pai da Filosofia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Suicídio



O termo "suicídio'' foi utilizado pela primeira vez em 1737 por Desfontaines. O significado tem origem no latim, na junção das palavras ''sui'' (si mesmo) e ''caederes'' (ação de matar). Esta conotação especifica a morte intencional ou auto-infligida. Num aspecto geral, o suicídio é um ato voluntário por qual um indivíduo possui a intenção e provoca a própria morte. Pode ser realizado através de atos (tiro, envenenamento ou enforcamento) ou pela omissão (greve de fome).

É considerada tentativa de suicídio qualquer ato não fatal de auto-mutilação ou de auto-envenenamento. A intenção da morte não deve ser incluída nesta definição, pois nem sempre é manifestada. A gravidade da tentativa deve relacionar-se com a "potencialidade autodestrutiva" do método utilizado, com a probabilidade de uma intervenção de terceiros.

O suicídio é a conseqüência de uma perturbação psíquica. A tensão nervosa que envolve, e culmina nos conflitos intrapsíquicos de gravidade acentuada, transtorna a tal ponto que a morte torna-se único refúgio e a inevitável solução dos problemas. Inconscientemente, o suicida tentou depositar a culpa de sua morte nos outros indivíduos que compõe seu ambiente social, principalmente nos familiares. Neste caso o suicídio funciona como um ''castigo''. É como revidar uma agressão do ambiente que o envolve.
Na civilização romana a morte não era significativa, importante era a forma de morrer: com dignidade e no momento certo. Para os primeiros cristãos, a morte equivalia à libertação, pois a doutrina pregava que a vida era um "vale de lágrimas e pecados". Nesse momento a morte surgia como um atalho ao paraíso.

Nos séculos V e VI os Concílios de Orleans , Braga e Toledo proibiram as honras fúnebres aos suicidas, e determinaram que mesmo aquele que não tivesse obtido sucesso em uma tentativa deveria ser excomungado. Assim o suicídio passou a ser considerado um crime que poderia implicar na condenação à morte dos que fracassavam. Os familiares dos suicidas eram deserdados e vilipendiados enfrentando os preconceitos sociais. Apenas na Renascença a humanidade dos suicidas foi reconhecida, o romantismo desse período forjou em torno do tema uma determinada áurea de respeitabilidade.

Alguns fatores são comuns à indivíduos que tentaram ou cometeram suicídio. Por exemplo, é mais freqüente nas idades que delineiam as fronteiras da vida, como a puberdade e a adolescência, e entre a maturidade e a velhice. Porém, a faixa etária compreende genericamente dos 15 aos 44 anos.

Um ponto significativo à ser analisado, é que os casos de suicídios foram extremamente raros nos campos de concentração, o que reforça a evidência de que as condições exteriores (mesmo as mais brutais) não explicam o fenômeno. Além disso, o suicídio é mais comum em nações ricas e ocorre com mais freqüência nas classes médias.

Por razões não completamente esclarecidas, as mulheres cometem 3 vezes mais tentativas de suicídio que os homens. No entanto os homens são mais eficazes. Isto porque o sexo feminino recorre aos métodos mais brandos como o envenenamento. Enquanto os homens usam armas de fogo, tendem ao afogamento, enforcamento ou saltando de grandes altitudes.
A depressão também está aliada aos casos de suicídio. Porém, no auge das crises depressivas o indivíduo fica menos vulnerável a tais tentativas. Isto porque a depressão é caracterizada principalmente pela desmotivação, desinteresse e letargia do raciocínio. Nesse momento o indivíduo não se dispõe a nenhuma atividade, inclusive o ato de se matar. Alcançado este estágio, a tendência é a omissão, que também é considerado uma das formas de suicídio.

Jovens Suicidas
Entre os jovens (faixa etária que compreende dos 15 aos 24 anos) o suicídio já é a terceira causa de morte, atrás apenas dos acidentes e homicídios.
Os conflitos mais comuns que desencadeiam os suicídios entre os jovens são encontrados na educação, criação e conduta familiar dos indivíduos. O sentimento de culpa imposto pelas chantagens emocionais, agressões, castigos exagerados, criação e imposição de uma auto-imagem irreal ao indivíduo, o abandono afetivo e a superproteção são as principais causas dos suicídios cometidos entre os jovens. A soma desses, e outros fatores menos relevantes resultam numa desorganização da personalidade em desenvolvimento, desequilibra continuamente o sistema nervoso e desencontra o indivíduo do seu ego. Por conseqüências superficiais temos o bloqueio intelectual, a constante desmotivação pelas atividades cotidianas (como os estudos), a necessidade de uma fuga psíquica e o entorpecimento mental. Novamente o suicídio é o resultado mais grave dos desequilíbrios.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Expectativa... Não quero essa sensação em mim!

A Psicóloga Rosemeire Zago escreveu um artigo muito interessante sobre expectativas... Confesso que procurei esse tema por conta do último dorama que assisti...
Ela começa dizendo que é muito comum criarmos expectativas sempre que estamos em um projeto ou querendo obter algum resultado de algo que esperamos.
A espera do resultado sempre gera ansiedade e expectativa. A maioria de nós sempre espera que certas coisas aconteçam de uma certa maneira. O que dizer quando estamos dentro de um relacionamento instável e ficamos sempre esperando um telefonema, a presença constante, uma atitude?
As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planejamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planejamos. Você espera pelo aumento que acredita merecer.
Você espera ser amada para sempre. Deseja nunca mais ser abandonada. Espera que seus amigos a compreendam quando mais precisa deles. Espera não ser julgada nem criticada quando algo não dá certo.
Quando somos frustrados em nossas expectativas, nossos medos mais secretos podem surgir, como o medo de não mais ser amada, ser abandonada, rejeitada. A sensação de que não temos valor, que não valeu à pena a espera, que já sofremos tanto, por que de novo, por que comigo, são alguns dos pensamentos que tomam conta de nossa mente.
Esperamos sem nada fazer quando acreditamos no pensamento mágico, em nossas fantasias e desprezamos os dados de realidade. Suas expectativas são coerentes com a realidade? Talvez seja uma pergunta importante para explorar.
Muitas vezes a realidade está muito distante de nossas expectativas, mas a ignoramos.
A expectativa consome nossa paciência, harmonia e equilíbrio interno. Parece que quanto mais esperamos mais difícil se torna chegar ao resultado. E nesse compasso de espera, como nem sempre temos controle de tudo, nos decepcionamos.
Com isso, acho importante nesse ano não criar muitas expectativas a respeito de nada.
Meu objetivo é esse...Enquanto estiver nesse plano, viverei sem expectativas e aceitarei o que tiver que vir, acho que dessa forma, conseguirei conviver melhor com meus "fantasmas" internos.
Fica a dica miguxos! ^^